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02.02.2017 - América Latina e Caribe articulam posição comum para o empoderamento econômico das mulheres no mundo do trabalho para a CSW61


Contato para os meios:
INAMU Panamá, Aura Grisales, auragrisales@hotmail.com
INMUJERES Uruguai, Agustina Larrosa, alarrosa@correo.mides.gub.uy
ONU Mulheres, Monika Remé, monika.reme@unwomen.org

O empoderamento econômico das mulheres no mundo do trabalho em mudança será o tema prioritário na agenda das autoridades máximas de gênero da América Latina e Caribe, as quais se reunirão entre 6 e 8 de fevereiro, no Panamá, para as Consultas Regionais previas à 61ª Sessão da Comissão da ONU sobre a Situação das Mulheres (CSW61, na sigla em Inglês).

O evento é convocado de maneira conjunta pelo Instituto Nacional da Mulher do Panamá (Inamu), o Instituto Nacional das Mulheres do Uruguai (INMujeres – Mides) e o Escritório Regional da ONU Mulheres para Américas e Caribe.

Em um contexto regional de desaceleração econômica, o empoderamento económico das mulheres tem importância particular na América Latina e Caribe. Segundo estimativas da ONU Mulheres (2015), superar as lacunas de gênero no mercado de trabalho pode aumentar o PIC per capita em 14% na região.

Apesar disso, a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho segue 26% inferior à masculina, e o desemprego entre as mulheres é 50% maior do que entre os homens. Entretanto, as mulheres latino-americanas e caribenhas ganham cerca de 19% menos do que os homens, diferenças que são exacerbadas no caso de mulheres jovens, negras e indígenas.

Uma barreira importante que impede as mulheres de entrar no mercado dce trabalho e consigam trabalho decente é a carga desproporcionada de trabalho de cuidados não remunerados. As mulheres da região dedicam mais do que o triplo do seu tempo ao trabalho doméstico e de cuidados não reminados do que os homens.

Como tema emergente, a CSW abordará o empoderamento das mulheres indígenas, em especial as da região. Segundo dados da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), cerca de 10% da população da América Latina é indígena e, junto com a população negra, apresenta os piores indicadores sociais e económicos. A mortalidade materna, por exemplo, é significativamente mais alta nas mulheres indígenas em todos os países da América Latina e Caribe.

É esperado que, ao final do encontro no Panamá, os países participantes apresentem uma declaração e posicionamento comum para asegurar que as perspectivas e realidades da região sejam consideradas durante a CSW61. Este evento acontecerá, na sede da ONU, em Nova Iorque entre 13 e 24 de março. As conclusões acordadas, adotadas a cada ano na CSW – principal órgão global intergovernamental na questão de gênero – são encaminhadas ao Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, encarregado de avaliar a sua implementação por parte dos países.

A consulta será inaugurada pela vice-presidenta e ministra das Relações Exteriores da República do Panamá, Isabel Saint Malo de Alvarado. Participarão também na sessão de abertura a diretora executiva adjunta da ONU Mulheres, Lakshmi Puri; a diretora do Instituto Nacional da Mulher do Panamá, Liriola Leoteau; a diretora do Instituto de Mulheres do Uruguai, Mariella Mazzotti; e a senadora Blanca Alcalá, presidenta do Parlamento Latino-americano, com a presença de Luiza Carvalho, diretora regional da ONU Mulheres para Américas e Caribe.

Antecedendo a sessão governamental no Panamá, acontecerá uma consulta da sociedade civil com a participação de, aproximadamente, 75 representantes de organizações e movimentos feministas e de mulheres, incluindo mais de dez redes regionais.

Nota à imprensa:

Os eventos da Consulta Regional para América Latina e Caribe, prévios ao 61º período de sessões da Comissão da ONU sobre a Situação das Mulheres, estão abertos aos meios registrados. Para registro, favor contatar Monika Remé da ONU Mulheres.
Una-se à conversação no twitter usando: #CSW61 e siga a @inamupanama, @inmujeres_uy e @ONUMujeres.