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05.06.2017 - Enap, Embaixada da Noruega, Embaixada da Suécia e ONU Mulheres dão início ao Seminário Internacional Equidade de Gênero no Setor Público


Enap, Embaixada da Noruega, Embaixada da Suécia e ONU Mulheres dão início ao Seminário Internacional Equidade de Gênero no Setor Público/

Seminário Internacional Equidade de Gênero no Setor Público reuniu dezenas de servidoras e servidores públicos, em Brasília
Foto: ONU Mulheres/Isabel Clavelin

 

Autoridades da Administração Pública brasileira e de organizações internacionais reuniram-se, nesta segunda-feira (5), no auditório da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), para a abertura do Seminário Internacional Equidade de Gênero no Setor Público. Promovido pela Enap, em parceria com a Embaixada da Noruega, Embaixada da Suécia e ONU Mulheres, o evento segue até esta terça-feira (6).

Participaram da mesa de abertura a diretora de Formação Profissional e Especialização da Enap, Iara Alves — representando o presidente da Escola, Francisco Gaetani —; a ministra de Estado dos Direitos Humanos, Luislinda Valois; o embaixador da Suécia, Per-Arne Hjelmborn; a embaixadora da Noruega, Aud Marit Wiig; e a gerente de Programas da ONU Mulheres, Ana Carolina Querino.

Iara Alves ressaltou que a equidade de gênero é um tema de extrema importância, sendo necessária a continuidade do debate, discutindo as políticas públicas que promovam o tema, os casos de sucesso e os desafios encontrados. “Temos pensado bastante em como a Enap, dentro do governo federal, pode ser um lócus de reflexão para que todos os ministérios estejam juntos com a gente discutindo a agenda de gênero”, disse.

Ana Carolina Querino frisou que o tema do seminário é central para impactar a vida das mulheres e homens da nossa sociedade. “Possibilitar a discussão sobre os avanços e desafios na implementação das políticas públicas que visam promover a equidade de gênero é central para refletirmos todas as discussões que estão se dando na esfera internacional, mas que afetam diretamente a vida de cada um de nós”, explicou.

Para Per-Arne Hjelmborn, a equidade de gênero não é apenas a coisa certa a se fazer, mas também uma necessidade urgente, “se quisermos avançar e alcançar objetivos mais amplos de segurança internacional, paz e desenvolvimento sustentável”. E completou: “Sabemos, de fato, que a igualdade de gênero tem um impacto muito positivo quando se fala em eliminar a fome, o trabalho escravo, o extremismo, as negligências à saúde e à educação e várias outras questões fundamentais para a construção de sociedades muito mais pacíficas”, disse.

Aud Marit Wiig destacou que “ao dar as mesmas chances para todos, podemos criar um setor público mais eficiente, alcançar maior produtividade, aumentar a participação pública na política, distribuir riquezas, combater doenças, e todos os outros componentes que fazem parte do bem-estar de todos os cidadãos”.

Por fim, a ministra Luislinda Valois lembrou que o Ministério dos Direitos Humanos tem como alguns de seus objetivos criar meios para que a mulher realmente ocupe espaços de poder; a redução do feminicídio e combate à violência contra a mulher; garantia de condições dignas; defesa das mulheres negras e não negras; igualdade de oportunidades; e o acesso à educação, saúde, ao mercado de trabalho e ao direito de viver sem medo. “Por isso, destaco a importância de iniciativas governamentais e da sociedade que visem a equidade de gênero, incentivando uma convivência harmoniosa, sem preconceitos ou discriminações”, concluiu.

Sobre o seminário — Representantes dos setores público e privado estão reunidos para discutir a importância da equidade de gênero nas políticas públicas, as dificuldades para a implementação de medidas para a sua promoção e os desafios para o seu alcance, numa perspectiva internacional através das experiências de Brasil, Noruega e Suécia.
A programação conta com palestras, mesas-redondas, painéis temáticos, apresentações de pesquisas relacionadas ao tema, além da exposição Pais Suecos, realizada pela Embaixada da Suécia.
Confira a programação completa.