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A ONU Mulheres é a organização das Nações Unidas dedicada à igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.

Brasil

Mulheres rurais são tema de consulta regional da América Latina e Caribe com 29 países



07.02.2018


Ao final do encontro, está prevista uma declaração regional com a posição da América Latina e do Caribe para a CSW 62, que acontecerá de 12 a 23 de março deste ano, em Nova Iorque, com o tema central: “O Empoderamento de Mulheres e Meninas Rurais”

 

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“Desafios e oportunidades para o alcance da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres e meninas rurais” é tema de Consulta Regional para a América Latina e o Caribe
Foto: ONU Mulheres

Ministras das Mulheres e as principais autoridades de gênero de 29 países estão reunidas na Consulta Regional para a América Latina e o Caribe, etapa preparatória da 62ª Sessão da Comissão da ONU sobre a Situação das Mulheres (CSW 62), até esta quarta-feira (7/2), em Santo Domingo. O encontro é organizado pelo Ministério das Mulheres da República Dominicana, Instituto Nacional das Mulheres do Uruguai e ONU Mulheres para Américas e Caribe.

O tema prioritário da consulta regional é “Desafios e oportunidades para o alcance da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres e meninas rurais”. Além da representação de governos da região, estão presentes organizações e redes dos movimentos de mulheres e feministas, especialmente mulheres rurais. Ao final do encontro, está prevista uma declaração regional com a posição da América Latina e do Caribe para a CSW 62, que acontecerá de 12 a 23 de março deste ano, em Nova Iorque, sob o tema central: “O Empoderamento de Mulheres e Meninas Rurais”.

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Da esquerda para a direita: Mariella Mazzotti, diretora do Instituto Nacional das Mulheres do Uruguai; Janet Camilo, ministra das Mulheres da República Dominicana; Luiza Carvalho, diretora regional da ONU Mulheres para Américas e Caribe
Foto: Ministério das Mulheres da República Dominicana

 

Na abertura da consulta regional, ocorrida na terça-feira (6/2), Luiza Carvalho, diretora regional da ONU Mulheres para Américas e Caribe, enfatizou a contribuição produtiva das mulheres rurais e a sua importância para o desenvolvimento da região. “O aporte produtivo das mulheres rurais é invisível. Elas vivem em extrema pobreza e muita violência. Temos uma grande responsabilidade com elas e para garantir seus direitos”, afirmou a diretora regional. A consulta é acompanhada por representantes da ONU Mulheres nos países, entre elas Nadine Gasman pelo Brasil.

Na região, vivem 58 milhões de mulheres rurais. Elas são mulheres indígenas, afrodescendentes, quilombolas, camponesas, pescadoras, coletoras, ribeirinhas, extrativistas, agricultoras familiares, mulheres independentes do setor agrícola e mulheres que dirigem seus próprios negócios.

São diversas no campo, na floresta e nas águas e enfrentam diferentes formas de discriminação. Mas compartilham alguns problemas comuns: sobrecarga de trabalho doméstico e de cuidados, invisibilidade da contribuição produtiva, baixo acesso aos meios de produção, trabalho digno e sistemas de proteção social. Muitas também enfrentam situações de extrema pobreza e violência, bem como uma ausência histórica de direitos, especialmente aqueles que pertencem a povos indígenas e afrodescendentes.

 

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Encontro reúne governos, ativistas, especialistas e organismos internacionais com atuação na defesa dos direitos das mulheres

 

“Por gerações, as mulheres e as mulheres rurais foram privadas dos seus direitos humanos e do acesso ao desenvolvimento social, em relação à situação dos homens e mulheres e meninas rurais em áreas urbanas”, disse Janet Camilo, ministra dos Assuntos das Mulheres do governo da República Dominicana.

Para Mariella Mazzotti, diretora do Instituto Nacional das Mulheres do Uruguai, a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável pode colaborar para a articulçao do fortalecimento dos direitos das mulheres rurais. “Trata-se de colocar a agenda dos direitos sociais econômicos e políticos das mulheres e meninas rurais em seu próprio termo; indígenas, afrodescendentes, em sua diversidade, como uma questão democrática e o desenvolvimento sustentável de nossas sociedades “, considerou.

De acordo com a especialista, as demandas estão identificadas e são bastante concretas. “As desigualdades estruturais que historicamente as excluíram devem ser revertidas com políticas de acesso à terra, água, tecnologia, financiamento, direitos à proteção e segurança social, à saúde; educação, vida livre de violência de gênero e trabalho deve ser garantida pelos estados “, completou Mazzotti.