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A ONU Mulheres é a organização das Nações Unidas dedicada à igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.

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Mais de 38.000 mulheres e meninas foram assassinadas em Gaza entre outubro de 2023 e dezembro de 2025



17.04.2026


Seis meses após o cessar-fogo, e enquanto desenvolvimentos regionais deslocam a atenção global, a ONU Mulheres alerta que mulheres e meninas em Gaza continuam sob risco crítico, e pede cumprimento do cessar-fogo, respeito ao direito internacional e proteção de mulheres e meninas, ao lado de assistência humanitária em larga escala e sem obstáculos.

Mais de 38.000 mulheres e meninas foram assassinadas em Gaza entre outubro de 2023 e dezembro de 2025/

Em Fevereiro de 2025, uma mulher em Gaza diante da porta de sua casa, que foi destruída por uma explosão. Foto: ONU Mulheres/Suad Al Nawajha

Cairo/Genebra/Nova York, 17 de abril de 2026. Seis meses após o cessar-fogo em Gaza, mulheres e meninas seguem enfrentando riscos graves e persistentes, em um cenário de necessidades humanitárias críticas e condições de recuperação ainda frágeis. Uma nova análise publicada pela ONU Mulheres mostra que mais de 38.000 mulheres e meninas, incluindo mais de 22.000 mulheres e 16.000 meninas, foram mortas em Gaza entre outubro de 2023 e dezembro de 2025, o que representa uma média de pelo menos 47 mulheres e meninas mortas por dia.

Apesar do cessar-fogo anunciado em outubro de 2025, relatos indicam que as mortes de mulheres e meninas continuaram nos últimos meses, reforçando que as ameaças às suas vidas permanecem.

O relatório, intitulado The Cost of the War in Gaza on Women and Girls (O custo da guerra em Gaza para mulheres e meninas), também aponta que cerca de 11.000 mulheres e meninas sofreram ferimentos que resultaram em deficiências permanentes.

O número real de vítimas é provavelmente maior, já que muitos corpos seguem soterrados sob escombros, enquanto o colapso dos sistemas de informação em saúde restringiu significativamente a documentação de mortes e ferimentos.

“O impacto da guerra sobre mulheres e meninas tem sido devastador. Além do enorme número de mortes, a guerra reconfigurou famílias, com dezenas de milhares de domicílios agora chefiados por mulheres. Muitas enfrentam dificuldades econômicas crescentes e riscos ampliados, ao mesmo tempo em que carregam sozinhas o peso do cuidado e da sobrevivência”, afirmou Moez Doraid, Diretor Regional da ONU Mulheres para os Estados Árabes.

“Precisamos ver o cessar-fogo plenamente em vigor, com pleno cumprimento de seus termos, respeito ao direito internacional, fortalecimento da responsabilização e proteção de mulheres e meninas, ao lado de assistência humanitária em larga escala e sem obstáculos. Mulheres e meninas precisam estar no centro da resposta e da recuperação, com participação significativa na construção da paz e na reconstrução”, disse Doraid.

A ONU Mulheres segue presente em Gaza, em parceria com organizações lideradas por mulheres e de defesa dos direitos das mulheres, oferecendo financiamento, coordenação e apoio técnico. Junto ao sistema ONU, a parceiros humanitários e a organizações de mulheres, a ONU Mulheres trabalha para alcançar todas as mulheres e meninas com assistência que salva vidas e para garantir que organizações de mulheres sejam financiadas e estejam representadas nos processos de decisão e nos esforços de reconstrução.