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A ONU Mulheres é a organização das Nações Unidas dedicada à igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.

Brasil

Gallianne Palayret é a nova representante da ONU Mulheres no Brasil



15.01.2026


Gallianne Palayret é a nova representante da ONU Mulheres no Brasil/destaques

Gallianne assume a direção do Escritório de ONU Mulheres no Brasil. Foto: Amina Jorge/ONU Mulheres

A Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento de Mulheres (ONU Mulheres) recebe em janeiro sua nova representante. Gallianne Palayret (França) assume a chefia do escritório em Brasília a partir do dia 9, concluindo o processo de transição de liderança da Organização.

“Chego ao Brasil para fortalecer alianças e acelerar resultados concretos para mulheres e meninas. Em 2026, com a CSW70 e as eleições, vamos ampliar a cooperação técnica e o diálogo com parceiros para proteger conquistas, enfrentar retrocessos e garantir que a presença e a voz das mulheres orientem as decisões públicas”, afirma a nova Representante.

Perfil profissional e experiência no sistema ONU

Graduada em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Políticos – Science Po, na França, Gallianne possui mestrado em Direitos Humanos e Democratização, pelo Centro Inter-Universitário Europeu para Direitos Humanos e Democratização, e mestrado em Estudos Políticos e Administrativos Europeus pelo College of Europe, na Bélgica.

Com quase duas décadas de experiência em Agências, Fundos e Programas das Nações Unidas, Gallianne serviu em diferentes funções relacionadas à proteção de direitos humanos em países como Fiji, Haiti, Cameroun, Suíça, República Centro- Africana e Camboja. Antes de assumir suas funções junto à ONU Mulheres, a sra. Palayret desempenhou o cargo de Vice-Diretora da International Planned Parenthood Federation, no Quênia.

Histórico da Função de Representante

De acordo com as regras das Nações Unidas, as Representantes de País são a liderança executiva dos escritórios das Agências, Fundos e Programas da ONU em  cada país ou região. Esses cargos são recrutados internacionalmente e exigem ampla experiência em contextos geográficos diversos. A Carta das Nações Unidas define que servidores e servidoras devem ser recrutados segundo os mais altos padrões de eficiência, competência e integridade. O recrutamento internacional também busca evitar conflitos de interesse e garantir a imparcialidade da representação.

Desde o seu estabelecimento no Brasil, em 2010, ONU Mulheres designou três representantes:

Rebeca Reichmann Tavares (EUA), que dirigiu o escritório entre 2009 e 2013,

Nadine Gasman (México), que liderou a organização entre 2013 e 2019

Anastasia Divinskaya (Quirguistão), à frente dos trabalhos entre 2019 e 2023

Entre 2023 e 2025, a representação de ONU Mulheres no Brasil foi conduzida interinamente por Ana Carolina Querino, profissional com mais de 18 anos de experiência em diferentes funções nas Nações Unidas. No posto de Representante Adjunta desde 2022, tem passagens pela Organização Internacional do Trabalho e UNIFEM, entidade da ONU que antecedeu a fundação de ONU Mulheres.