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A ONU Mulheres é a organização das Nações Unidas dedicada à igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.

Brasil

ONU Mulheres saúda a 5ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres no Brasil



13.10.2025


O Escritório da ONU Mulheres no Brasil saúda a realização da 5ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres (5CNPM), entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2025, em Brasília. 

A 5ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres marca a retomada de um processo essencial de participação e controle social das políticas públicas — um modelo pelo qual o Brasil é reconhecido internacionalmente. Congratulamos as mulheres e o Estado brasileiros por esta importante realização, após dez anos sem conferências nacionais voltadas às mulheres”, afirma Ana Carolina Querino, Representante Interina da ONU Mulheres no Brasil. 

ONU Mulheres saúda a 5ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres no Brasil/direitos humanos destaques

Foto: Maria Eduarda Dantas / ONU Mulheres

Participação social nas políticas de igualdade gênero e empoderamento de todas as mulheres 

A Conferência estabeleceu diretrizes para as políticas públicas de igualdade de gênero, que subsidiarão a elaboração do novo Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. 

A mobilização dos movimentos feministas, de mulheres, antirracistas e anticapacitistas foi fundamental para garantir que os resultados da 5CNPM refletissem a construção de políticas públicas com ampla participação social e que correspondessem à diversidade entre as mulheres. A etapa nacional, em Brasília, foi precedida por intensas mobilizações nas bases, por meio de conferências municipais, estaduais e livres. 

Ademais, o evento ocorreu em um contexto de relevantes mobilizações populares ao longo de 2025, em defesa dos direitos humanos de meninas e mulheres — como a II Marsha Trans Nacional (janeiro), a I Conferência e IV Marcha das Mulheres Indígenas (agosto) e as ativações para a II Marcha das Mulheres Negras (prevista para novembro). Esses eventos foram precedidos por manifestações nacionais massivas, tais como a pelos direitos sexuais e reprodutivos com o lema “Criança não é Mãe”, em 2024, no contexto dos debates sobre o Projeto de Lei 1904. 

No marco da 5CNPM, a participação plural das mulheres foi importante para que os princípios da não-discriminação e da interseccionalidade fossem reconhecidos como prioridades nas discussões em grupo e nas deliberações em plenária. 

No ano em que se celebra o 30o aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, a ONU Mulheres também regozija-se do encontro entre as gerações de ativistas que marcou a 5CNPM, com a participação substantiva de feministas e mulheres que atuaram na IV Conferência Mundial sobre a Mulher e nas suas revisões posteriores, lado a lado das jovens lideranças que despontam entre os movimentos de mulheres negras, indígenas, lésbicas, bissexuais, trans e travestis, de trabalhadoras, profissionais do sexo, quebradeiras de coco, pescadoras, quilombolas, ativistas pelo direito ao aborto, ambientalistas, estudantes, entre muitas outras. 

Atuação da ONU Mulheres na 5CNPM 

A ONU Mulheres participou como observadora deste importante capítulo da história das políticas públicas para a igualdade de gênero e empoderamento de todas as mulheres no Brasil.  

A entidade esteve presente com uma equipe que acompanhou os debates da Conferência e, em parceria com o Ministério das Mulheres, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), coordenou uma tenda temática sobre justiça climática feminista, com rodas de conversa, oficinas, intervenções artísticas e ações de incidência.  

Com essas ações, a 5CNPM foi também um ponto de encontro do ecossistema feminista, antirracista e anticapacitista, em preparação para a COP30, que ocorre em novembro, em Belém. 

Além disso, em parceria com a campanha da ONU Direitos Humanos Livres & Iguais, a ONU Mulheres apoiou a produção do guia “Todas as mulheres: dignidade, cidadania e direitos humanos para travestis e mulheres trans”, lançado em plenária pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) e pelo Ministério das Mulheres. 

ONU Mulheres saúda a 5ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres no Brasil/direitos humanos destaques

Divulgação / Ministério das Mulheres

O guia “Todas as mulheres: dignidade, cidadania e direitos humanos para travestis e mulheres trans” é fruto do Acordo de Cooperação Técnica n. 6/2025, firmado entre a ANTRA e o Ministério das Mulheres em janeiro. 

 

A ONU Mulheres no Brasil contribuiu com a pesquisa e a análise das normas e parâmetros internacionais de direitos humanos aplicáveis à proteção das travestis e mulheres trans contra a discriminação. A entidade ajudou a relacionar as principais preocupações discutidas no âmbito do ACT com os direitos humanos das mulheres reconhecidos internacionalmente, recuperou a abordagem dessas questões nas revisões de mecanismos internacionais do Brasil e, a partir desse exercício, contribuiu para apontar os gargalos nacionais e pontos de ação, resultando em recomendações compreensivas adaptadas ao contexto do país. 

 

Compromisso com as meninas e mulheres brasileiras 

A ONU Mulheres no Brasil reafirma seu compromisso com o apoio técnico ao Estado Brasileiro na implementação dos resultados da 5CNPM, em consonância com os parâmetros internacionais de direitos das meninas e mulheres, como a Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), a Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação Racial (CERD) e a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, de acordo com as prioridades nacionais. 

A entidade renova seu empenho em contribuir para o avanço da igualdade de gênero no Brasil, sob a firme convicção de que a fruição plena de direitos humanos para todas as meninas e mulheres é não só uma questão básica de justiça e de democracia, mas uma possibilidade real para todas e todos nós.