COP 30 em Belém: Ação climática e justiça ambiental por e para todas as mulheres
04.11.2025
Rumo a uma maior igualdade de gênero e a um planeta mais seguro e saudável para todas as pessoas.
A tripla crise planetária — mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição — tem impactos muito reais e profundamente desiguais sobre mulheres e meninas.
Neste mês de novembro, enquanto as Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e outros atores se reúnem em Belém, no Brasil, para a COP30 — a conferência global que busca avançar na mitigação e adaptação às mudanças climáticas — a ONU Mulheres reafirma sua posição: a igualdade de gênero deve estar no centro da ação climática.
Saiba mais sobre a atuação da ONU Mulheres na promoção da igualdade de gênero e na defesa dos meios de subsistência, dos direitos e da resiliência das mulheres na COP30.
- Nota à imprensa: ONU Mulheres pede avanços em igualdade de gênero e ação climática durante a COP 30
- Briefing: Como a desigualdade de gênero e as mudanças climáticas estão interligadas
- Folheto: Igualdade de Gênero e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas
- GAP – O Plano de Ação de Gênero em negociação na COP-30
- Scorecard: ONU Mulheres lança ferramenta inédita para medir integração de gênero nas políticas climáticas
Em meio a uma crescente reação contrária à igualdade de gênero e aos direitos das mulheres, líderes globais precisam preservar as conquistas alcançadas desde o Acordo de Paris — e acelerar compromissos e financiamentos climáticos sensíveis ao gênero, garantindo que mulheres e meninas também se beneficiem.
Enquanto as Partes da COP30 negociam um novo Plano de Ação de Gênero (GAP), a ONU Mulheres oferecerá análises críticas sob a ótica de gênero dos compromissos climáticos nacionais e apoiará suas parceiras na defesa de um GAP que cumpra seu propósito: assegurar que as soluções climáticas sejam verdadeiramente sensíveis à questão de gênero.
Alcançar a igualdade de gênero e a justiça climática exige a participação plena, igualitária e significativa das mulheres nos processos de tomada de decisão. As mulheres que vivem nas comunidades mais afetadas pelas mudanças climáticas — especialmente as indígenas e rurais — precisam ter voz ativa na definição de soluções sustentáveis, em benefício de toda a sociedade.
À medida que políticas e programas climáticos são elaborados, mulheres e meninas devem estar no centro das transições justas, deixando para trás os combustíveis fósseis e práticas nocivas, rumo a um mundo mais saudável, seguro e equitativo.
